domingo, 2 de janeiro de 2011

Sistema financeiro prevê a abertura de 100 milhões de contas em 20 anos

fonte: Correio Braziliense

É engraçado como algumas coisas são anunciadas como se fossem novidade, quando na verdade são acontecimentos naturais.

Segundo a Pesquisa FEBRABAN O Setor Bancário em Números, entre 2000 e 2009 foram abertas 69,9 milhões de contas, uma média de 6,99 milhões por ano.

Em se confirmando a previsão, a média seria de 5 milhões de contas/ano, portanto menor que a média até 2009.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Copacabana 2011

Segundo a Companhia Municipal de Lixo Urbano do Rio de Janeiro (Comlurb), foram recolhidos 295 toneladas de lixo em Copacabana na Operação Réveillon.

Segundo estimativa da Polícia Militar, 2 milhões de pessoas assistiram a queima de fogos.

Isso dá 147,5 gramas de lixo por pessoa.

Tratando-se de uma festa, e de uma elocubração, consideremos que todo o lixo gerado tenho sido de latinhas de alumínio, de cerveja ou refrigerante, ao gosto do freguês. Cada latinha, vazia, pesa cerca de 14,5g. Temos 10 latinhas por pessoa.

Será que alguém toma 10 latinhas de refrigerante? De cerveja eu sei que dá...

Enfim, com o quilo da latinha valendo entre R$1,50 e $2,20, cada pessoa teria jogado fora entre R$0,22 e R$0,32 em aluminio nas areias da praia.

Um catador teria que recolher o lixo de 100 pessoas para receber o equivalente ao valor mínimo pago pelo Bolsa Família.

Considerando uma concentração de 5 pessoas/m2, algo entre o metrô de Tóquio e o do Rio, nosso catador percorreria cerca de 20m2. O que nem é muito...

E se todos tivessem assistido este vídeo:


Vi esse vídeo no PortalCab.com. =)


Beberiam suas cervejas em 3 segundos. Em 30 segundos nosso catador teria suas latas. Nunca antes na história deste país se viu tamanha bebedeira coletiva.

Mas o que realmente me chamou a atenção foi essa reportagem de 25 de fevereiro de 2009: "Preço do quilo da latinha de alumínio cai de R$ 4 para R$ 1,30". Fiquei chocado ao perceber o impacto da crise global nos catadores de latas, que chegaram a fazer estoques de latas esperando uma valorização de sua commodity.

E, infelizmente, muitos deles passaram a depender ainda mais do Bolsa Família. Ou da bebedeira alheia.

Se beber, não dirija.